Surpreendes-me primavera,
Quando floresces tão peculiar,
Em cada pétala colorida,
Amarelando, não mais cinzenta, ainda bem!
Surpreendes-me em contrassenso,
Quando das tuas enfloras se ouve dor e perspectiva,
Tocados em acorde menor,
Naquele tom de melancolia.
Surpreendes-me primavera, e admiro-te hoje!
Pelo som da tua sinfonia,
No pentagrama nostálgico de outrora,
Compões notas promissoras de alegria.
Ah, Primavera amarga e doce, encanta-me esse teu mistério!
Por teu delicado sorriso ao pôr do sol,
Pelo toque de beleza em teus dias,
Amadurece-me, ansiosa pela tua próxima chegada.
(Débora Amorim)

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