segunda-feira, 27 de abril de 2015

INTERDESCRITÍVEL


Se eu ao menos conseguisse expressar,
Quanto encanto tu despertas em meu ser,
O quanto fala comigo teu olhar,
Quanto é feliz meu coração quando te ver.

Se eu pudesse de alguma forma descrever,
Esses sintomas que insistem em me encontrar,
Te levaria a um lugar, somente nós
Te beijaria como a lua beija o mar.

Em cada onda sentirias meu carinho,
Naquela brisa sentirias que te quero,
E no sereno à luz da lua sob estrelas,
Entenderias o sentimento doce e belo.

Ah! Meu bem, se eu conseguisse expressar,
Ou de alguma forma te fizesse sentir,
O quanto quero e desejo te amar,
Como desejo e te quero só pra mim.

(Débora Amorim)

LUA


Firmamento,
Tua face clara e brilhante,
Já não se encontra mais.
Caiu a noite,
Solitária, silenciosa,
Serena imensidão,
Ornada de estrelas brilhantes,
Sob um quarto de Lua crescente;
Misteriosa!
Distante, impalpável,
Amada confidente,
Admiravelmente bela!

(Débora Amorim)

sábado, 4 de abril de 2015

ESPELHO DA VIDA

É esse espelho no céu dourado,
Findado ao dia de sorrisos e amores
De nuvens suaves e cintilantes,
Que reflete expectativas interiores.


É esse espelho agora cinzento,
Acima de luzes fixadas por homens
Ecoa mistério, mudança de cores
Na penumbra dos meus pensamentos.

Depressa o espelho, negro e brilhante,
Mesclado de luzes intensas e vivas
Num mar de magia, desejos e sonhos
Oferece-me a lua como estrela guia.

Nos ventos eu ouço e até aprecio,
A formosura do espelho sob mim refletida
De forma calma e esperançosa
Me encoraja a ser forte e seguir com a vida.

(Débora Amorim)












FORÇA DE VONTADE

Entrego o meu súbito anseio,
Aqui está, entrego-te!
Nego-me a qualquer desespero;
A mediocridade da minha insistência.

A urgência que me rasga,
Me abre, me divide ao meio.

Entrego o meu anseio, subitamente,
E me torno aliada do tempo.

Sem discursos,
Sem investidas falidas,
Acoplada à minha dor, sorrateira.
Entrego-te!

"A vontade é guia de cego."

(Débora Amorim)

UMA PROSA DE AMIZADE


Só o tempo é capaz e nos faz perceber,
O quanto é surpreendente com a vida aprender.
Os verdadeiros, sempre ficam!
Mesmo perto ou distante,
Guardadinhos dentro de nós, de uma forma oscilante.
Em instantes elas despertam, uma tal de nostalgia,
Dos momentos vividos, provocando alegria.
É que a vida tem dessas; laços, pontas e nós,
E as vezes sufocando precisamos ficar sós.

Mas não existe distância para quem por dentro sente,
Um carinho e amizade, uma saudade sorridente.
Pois tudo que foi dito e vivido,
Naquele tempo de outrora,
Jamais será esquecido,
Jamais jogarei fora!

(Débora Amorim)

PRIMAVERA



Surpreendes-me primavera,
Quando floresces tão peculiar,
Em cada pétala colorida,
Amarelando, não mais cinzenta, ainda bem!

Surpreendes-me em contrassenso,
Quando das tuas enfloras se ouve dor e perspectiva,
Tocados em acorde menor,
Naquele tom de melancolia.

Surpreendes-me primavera, e admiro-te hoje!
Pelo som da tua sinfonia,
No pentagrama nostálgico de outrora,
Compões notas promissoras de alegria.

Ah, Primavera amarga e doce, encanta-me esse teu mistério!
Por teu delicado sorriso ao pôr do sol,
Pelo toque de beleza em teus dias,
Amadurece-me, ansiosa pela tua próxima chegada.

(Débora Amorim)

UM ROMANCE

Bem que eu ouvi falar,
Que o sol tem uma queda pela noite,
Que se esconde no horizonte ao fim do dia,
E espalha fios dourados e brilhantes,
Fomentando o céu sereno para a lua.
E tenho dito,
Bem que eu ouvi falar,
As estrelas são testemunhas de tal afeição.


(Débora Amorim)

PARA SORRIR

Sabe, dor.
Se eu fosse tu,
Eu ia.
Pense um pouco,
Cá pra nós,
Não sejas fria.

Se concordares,
Um sorriso vale mais.
E nesta na vida,
Sabiamente, mesmo que só,
Ria!
Sorria!
(Débora Amorim)